27 de julho de 2007

O Esplendor e a Miséria da Cidade do Petróleo

A partir da década de 70, quando a Petrobrás escolheu a cidade de Macaé/RJ como sua sede na Bacia de Campos, a cidade viu sua população praticamente duplicar, estando hoje na casa dos 220 mil habitantes.


Segundo levantamento feito em 2006 pelo IBGE, o PIB per capita da cidade é de R$ 11 mil por ano, 30% maior do que a média nacional. E a economia da cidade cresceu 600% desde 1997. E com as estimativas da Petrobras de produzir 2 milhões e 200 mil barris de óleo por dia, até 2010, investindo US$ 25,7 bilhões na Bacia de Campos ( algo em torno de 80% dos recursos da empresa em Exploração e Produção para todo o país). A tendência é que este crescimento se acelere ainda mais.


Mas nem tudo são flores na cidade natal do ex-presidente Washington Luís. Como era de se esperar, toda essa riqueza aparente atraí todos os anos milhares de pessoas sem dinheiro no bolso, sem qualificação profissional e com muitas esperanças na bagagem. Segundo reportagem publicada pelo The New York Times, a população sofre com o abastecimento de água e transporte público, habitação e qualificação profissional.

Ainda segundo o Times, a taxa de homicídios em Macaé aumentou em 26% nos quatro primeiros meses do ano e taxa de roubos 56%.

A reportagem do Times afirma que não há falta de Cursos Profissionalizantes para inserção desta crescente mão de obra no mercado, no entanto a maioria destes cursos não são gratuítos, o que dificulta o acesso a eles...

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